Happy Birthday, America! Nothing I’ll ever say or do will be as good as loving you.
Then you put your hand in mine and we floated away. Delicately lay entwined in an intimate daze. A crescent moon began to shine, and I wanted to stay tangled up with you among the fireflies, on that fourth of July.
They pulled in just behind the fridge. He lays her down, she frowns. “Gee my life’s a funny thing! Am I still too young?”. He takes her hand and there, she takes his ring, takes his babies. It takes him minutes, takes her nowhere. Heaven knows, she’d have taken anything, cause all right. But have you have been an un-American? Just you and your idol singing falsetto ’bout leather, leather everywhere, and not a cop left from the ghetto, but all night she wants the young american.
Bye bye, Miss American Pie. Seductora pero nunca fácil. Baby. Misteriosamente dura y frágil. Y tratar de comprender.
Não, eu não fui sequestrado, estuprado e jogado numa vala em South London; não fui detido pela Sctoland Yard, preso em uma sala sem atenção aos direitos humanos de um telefonema; não fui para o Além (o de cima ou o de baixo) ou raptado por seres extraterrestres, não, não é nada disso. Eu não me esqueci d’O Embaixador. O lance é: I’m k-k-k-kinda busy.
Estou trabalhando dobrado na minha pesquisa, para ter tudo o que eu preciso, ou pelo menos aquilo que eu penso ser essencial, para finalizar a minha tese no Brasil. Além disso, tenho frequentado mais o eventos sociais da Universidade, o que me deixa realmente bizê. Sobretudo, estou ficando mais tempo na rua do que em casa; os dias têm ficado cada vez mais quentes e longos, com céu azul-de-sol até umas nove horas da noite. A tendência segundo o jornal do tempo é melhorar, no entanto, nunca se sabe, nem se consegue prever quando o assunto é previsão do tempo em Londres. Tampouco é certo que meu humor continue mais para o mundo real do que para a comunicação virtual (minha com vocês que, por acaso, leem este blog; minha comigo mesmo), num lance de dados tudo pode mudar. Neste momento, sem certeza, não quero me agarrar a nada, não vou sequestrar o tempo da vida trajando a escrita (tarja) preta da conformidade. Mas, E POR ISTO ESTOU AQUI, ainda me importo com o que escrevo no blog e aprecio saber a opinião de vocês.
Indo diretamente ao assunto, quero deixar registrado o incômodo que é viver em uma ilha onde um brasileiro ainda é visto como bichinho exótico. Porque das duas uma: ou eu chuto o balde e viro índio mesmo, ou assumo que Londres e Rio, de diferença, têm bastante semelhanças. Por exemplo, em ambas você encontra gente mal informada e babaca: estava eu em um dos eventos sociais – Tea Party? – da Universidade, quando uma senhora se aproximou e me disse: ‘ah, então você é do Brasil? uau, você tem a Amazônia!’ Eu, impávido, não segurei a minha língua para o escracho da inglesa e disse: ‘sim, temos! e você tem Glasgow.’ Acho que o próximo comentário escroto polite na linha desse, eu solto: sim, e você tem a rainha. Mexeu com a rainha mãe, mexeu com a pátria, né? Pois é isso.
E para mostrar que o Ambassador (não eu, o da Ferrero Rocher) sabe promover recepções no Reino Unido, porém que ele não entende nada além do seu umbigo, confiram o vídeo abaixo para assombrar qualquer dúvida.
A moda militar chegou-e-ficou, é isso mesmo? Em Londres o inverno foi recheado de casacos de soldadinho de chumbo (igual aos que os Beatles usavam), ombreiras condecoradas, cap, medalhões, uma re-interpretação do punk na leitura que este fez do militarismo dos anos 1970, no investimento de calças de couro e jeans detonado por dentro da bota de couro. Camisas cortadas corretas no corpo, nem justas nem soltas.
Já para o verão, os trajes apontam para-além-do-horizonte, há uma visão para o amplo, com os cortes e tamanhos em proporção atmosférica: camisas oversize em tecido linho finíssimo, geometria nas estampas (losango, retângulo, muita aresta, pouco círculo), botas de camurça verde, azul, tudo em tom pastel, sapatos baixos de algodão cru, calças amplas, a cintura foi puxada para acima do umbigo, ficando a cargo de um cinto ou lenço acertar a largura do cós, poucos acessórios à mostra (apesar do aspecto vintage da composição, o investimento é basicamente na textura de tecidos, pouca atenção aos adereços). Gostei dos relógios com a pulseira feita de tecido, dá um tom mais orgânico que os de material sintético, e também dos óculos turtle mayfair.
Já que falei disso tudo, vou postar o vídeo da Gisele Bündchen linda-magra-mãe que eu adorei, dirigido pelo Nuno Muñoz para a Vogue Korea.
Nunca li “O Morro dos Ventos Uivantes” na escola, ou fora dela. O livro é dos mais conhecidos da literatura inglesa do século XIX, por isso, de importância fundamental para os meus estudos sobre a cultura britânica oitocentista. Good boy.
Acontece que a coisa mais fenomenal que eu já vi envolvendo o livro não me permite ficar parado, fechado em um ambiente em silêncio com um livro nas mãos.
Assim, estou absolutamente eletrizado pela dança da Kate Bush. Nem sei mais com que olhos encarar as páginas do livro.
No Brasil temos o congado, o maracatu, o fandango, a quadrilha, o baião e o frevo como alguns exemplos de danças tipicamente regionais. Pois então, também na Inglaterra existe o regional típico para o povo de cá.
Dança típica indiana, encontrada sobretudo nos clubs gays e afins do Soho.
Dança típica latino-americana, encontrada nos pubs de Londres geralmente seguida de muita salsa e gente suada.
Dança folclórica, simulando o perigo das ruas e a sensualidade da contravenção localizada, sobretudo, nos subúrbios de Londres. Vale destacar que Alexandra Burke ascende, em algum grau, do famoso filósofo e escritor político da casa dos Whigs, Edmund Burke, autor das instrutivas Reflections on the French Revolution. Tradicionalíssima.
O clipe da Lady Gaga com a Beyoncé – Telephone – bateu todos os recordes do youtube: mais de um bilhão de exibições. Isto em menos de um mês que o clipe foi lançado. Realmente, uma boa MARCA.
Mas para não fazer miséria com a história, já que ninguém lançou nada ainda que superasse o recorde de exibições da Lady Gaga, este post será sobre videoclipes com telefone, para tentar relativizar o mundo pop sobre o tema. Cool? Então segura na linha!
J-Lo – Love don’t cost a thing (o telefone é a causa dela se despir completamente – portanto, peça fundamental no argumento do video)
Estou tentando me lembrar de um clipe do Justin Timberlake que ele usa o telefone para capturar a atenção de alguém (Sexy back?) e de uma dupla de rappers que descobre que eles estão paquerando a mesma garota por uma ligação de telefone. Vocês sabem do que eu estou falando?
Depois de um tempo morando fora, com os olhos e ouvidos descansados da miséria, eu assumo aqui, declaradamente e sem mea culpa, que a TV é um dos fenômenos mais cosmopolitas que existe no Brasil. Quero dizer, se a gente tivesse que apontar de onde vem a nossa mais intensa ligação com o mundo, com o Ocidente e com Oriente, eu arriscaria que ela vem pela TV.
Esse vídeo apresenta todo o argumento que sustenta a minha sugestão. Vamos a uma análise:
1) o artista canta em árabe, uma língua que não temos familiaridade alguma;
2) ele é feio e não é palhaço, mas mesmo assim logrou algum sucesso nacional. Tipo, Khaled não é um fenômeno circense ou uma peça de humor, como Tiririca e Falcão, mas foi um dos grandes sucessos de 1999. Contemplar o diferente é um dos principais pontos do cosmopolitismo;
3) a equipe do Faustão, comprometida com a informação dos espectadores, contrata um tradutor árabe/português para levar ao público o máximo de conteúdo possível da letra de ‘El Arbi’, que quer dizer ‘O árabe’. Nunca vi nada parecido em nenhuma outra TV. A intenção é louvável: queremos entender o outro profundamente em sua própria língua, cultura (o que também explica o figurino típico, a animação e todo o elenco da Malhação dançando as arab junto com o ‘El Arbi’);
4) da Bahia, Ivete Sangalo fez mais, copiou o ritmo de ‘El Arbi’ em ‘Sorte Grande’ aka ‘Poeira’fazendo com a sua versão maior sucesso que o original. Prova de que sabemos aproveitar o que é bom a nosso favor – descartando o que não nos é útil away (yes, é assim que se faz nos países do Primeiro Mundo);
5) as dançarinas do Faustão tentam, Regina Casé tenta, mas Khaled, preso às suas raízes, não se ilude: todos essa meninas são bonitos, mas não são árabes. De resto, só as coube dançar. Ainda que em árabe. Lição de tolerência e respeito pelo que nos é diferente, atitude definitiva e irrevogável de um cosmopolita.
Por tudo isso, eu pergunto: somos ou não somos uma nação cosmopolita?
Phyno, Brasyl, mas fiquei com algumas dúvidas quanto ao trabalho dela.
1) O que vocês entendem quando ela diz “é gatchinho, vamos nessa tá? vem, vem chorar na rampa” no final da canção?
2) Alguém conhece a canção “Platônica”?
3) O que o Silvio – Santos? – fez que o Carvalhão não vai fazer também? (Ok, isto é irrelevante do ponto de vista profissional. Vou me prender à OBRA da Roberta)
4) Por que o nome artístico de Roberta é CLOSE? Não faz sentido (Duchamp feelings).
Então que eu não tinha uma noite tão absurda há tempos. Conheci uma galera gente fina de Glascow, pegamos um táxi que tocava Halo, cantamos no grau e fui parar no apê deles. Uma sala enorme, com som Ipod e vodka com gelo na geladeira. Perfeito, o que mais eu preciso na vida? Eu tinha praticamente acabado de sair de casa e já estava na sala da casa de alguém que atende pelo apelido de Bob, biritando na faixa e escutando pela octagésima sétima vez o HIT em castellano de Christina Aguilera. Um dos escoceses não sabia cantar nada da letra e misturava algo retartado que só poderia ser inglês com espanhol, mas muito sem saber se era isso mesmo ou se eu já estava bêbado.
Mais vodka-and-lemonade, entre un solamente tu & otro ven conmigo, sentei para descansar e acho que numa vibe teen disparei a procurar no youtube toda a sequência de clipes da Aguilera MAIS o novo trabalho (aka esquisitice) que ela está super para lançar em março. Yes, the legend is going to basics.
Daí fiz a sinapse pela primeira vez na noite e comecei a alucinar nas conexões do burlesco com o mundo pop. Tipos, que andava rolando toda uma onda de se fazer de bizarro surgido do mundo das trevas no estilo sujo e freak. Tipos, Lady Gaga, Rihanna & Christina Aguilera, e que a tendência agora era pirar num distúrbioe/ou numa onda freak bitch, e então pensei que Aguilera, como um bom filho que à casa torna, iria ser muito bem vinda de volta obrigado. Passei carão quando tentei verbalizar isso, mas fui vencido pela música alta e mais uma rodada de vodka no meu copo já sem gelo. Mudei de assunto na hora e pedi mais gelo, please? ”Sure!!” Sou um vendido mesmo, jogo de lado minhas ideias como heleninha pede por mais um drinkizinho.